Izzy estava de viagem sozinha na Argentina, quando ao sair do local de hospedagem em direção ao transporte público para iniciar seus passeios do dia, eis que esbarra em uma moça que vomita em ambas.
Ela então, sente um misto de nojo, raiva de ter os planos interrompidos e preocupação pela estranha e oferece ajuda.
Ao olhar melhor para a pessoa a sua frente, Izzy percebe que ela conhece a moça em questão, era alguém de quem ela havia tido um interesse romântico não correspondido.
Então Izzy, que não poderia deixar ninguém naquele estado se virar sozinha na rua, pergunta se a moça está acompanhada, se ela deseja que Izzy vá atrás de alguém para buscá-la, a moça responde que está viajando sozinha e que precisa urgente encontrar um banheiro, pois tinha comido algo que não lhe caiu bem.
Izzy então a leva ao local onde está hospedada, enquanto a moça vomitava e pelos barulhos, tinha o que poderia ser descrito como uma diarreia fulminante, Izzy se limpou como pode e trocou de roupa, separou uma peça de roupa limpa para a moça, caso esta quisesse trocar a dela e fez um chá.
Quando a moça saiu do banheiro meio desconcertada, Izzy ofereceu chá com bolachas e a roupa limpa, a moça comeu meia bolacha salgada e tomou o chá, logo em seguida voltou ao banheiro passou mal mais um pouco, depois de algumas horas ela voltou de banho tomado e com a roupa de Izzy, agradecendo os cuidados.
Ela, vendo que a moça estava ainda meio pálida e um pouco verde, ofereceu estadia, a moça aceitou meio relutante e envergonhada da situação.
Izzy aproveitou que banheiro estava temporariamente vago e foi tomar um banho, o cheiro era horroroso, parecia que alguém tinha morrido e se decomposto, claro que ao ser indagada sobre o cheiro quando saiu ela mentiu, dizendo "que nem estava tão ruim assim, foi de boas".
Depois disso vendo que a moça estava melhorando aos poucos, Izzy fez uma janta leve para as duas e elas passaram algumas horas conversando e vendo TV.
Na hora de dormir elas compartilharam a cama, meio constrangida pois algo na moça havia despertado sentimentos antigos, a muito esquecidos, então Izzy com medo de desrespeitar a moça dormiu imóvel na posição de cadáver.
Ainda meio dormida meio acordando, ela sentiu um sensação muito boa, a moça havia se movido durante a noite e estava com o peso do corpo parcialmente em cima do lado esquerdo e os braços de Izzy a envolviam, a pele dela era macia e sem perceber ela estava acariciando as costas da moça.
Lembrando, onde estava e a situação a qual se encontrava, ficou imóvel e abriu os olhos de uma só vez a primeira coisa que viu foi o canto do peito da moça a altura de seus olhos, Izzy estava no meio de um "gay panic", não sabia se acordava a moça e arranjava algo que fazer ou ficava ali imóvel como uma estatua, optou pela segunda opção.
Quando a moça acordou elas se olharam, Izzy não costuma olhar nos olhos das pessoas acha que eles passam muita informação e sente como se estivesse invadindo a privacidade de alguém quando o faz.
Neste dia ela olhou rápido, quase que sem querer, nos olhos da moça e viu calma, passou dos olhos a boca, olhando aqueles labios que pareciam ter um leve sorriso, a gargante ficou seca e o mundo pareceu que parou.
Saindo daquele estado de estupor, se levantou, perguntou a moça se a mesma havia se sentia melhor e foi logo esquentando a água para um chá e preparando uns sanduíches, ambas comeram, a moça que disse estar melhor estava com o pensamento longe, uma chuva caia lá fora e então sugeriu que a moça ficasse e elas assistissem um filme ou jogassem genga, a moça pareceu se animar.
Depois de muita conversa jogada fora sobre os mais diversos assuntos enquanto jogavam genga quando o assunto acabou, silêncio se instaurou decidiram ver um filme em cima da cama, no meio do filme sentadas juntas no silêncio, lado a lado, através de seu corpo subiu uma energia que emanava por tudo somente com o leve encostar dos braços, um desejo de beija-la surgiu derrepente, contudo, ela estava determinada a deixar a moça em paz e oferecer apenas amizade, visto que no passado a moça havia deixado claro que não queria relacionar-se e ela não queria encontrar-se novamente com o coração partido.
Contudo, contra seus instintos racionais, na emoção do momento, viu-se olhando a moça de soslaio, que olhou de volta, se aproximou e lhe deu um selinho, doce calmo e demorado.
Quando a moça se afatou, Izzy percebeu que havia prendido a respiração e paralisada não correspondeu ao beijo, o quedeixou a moça confusa e meio encabulada.
Ao voltar a respirar, pensou: "Foda-se", colocou a mão na nuca da moça e a puxou para um beijo que começou lento e foi aumentando a intensidade.
A moça deslizou a boca para o pescoço, depois para a clavicula de Izzy e a energia fluia entre as duas ainda mais intensa e de forma inconsiente, neste impulso, Izzy puxou a moça para mais perto agarrando-lhe a bunda, despiram-se aos poucos, abas quase que travando uma luta silenciosa pela vez de beijar, uma parte do corpo da outra.
Ao chegar na perna da moça, Izzy, beijou lhe entre as coxas, a moça também estava toda molhada entre as pernas, e os beijos a fizeram soltar um gemido longo e baixo, seguido de uma pequena contração no corpo, insentivada por estes sinais Izzy começou a chupar-lhe a xota até sentir o gosto de gozo.
Logo depois, faze-la gozar, foi a vez da moça supar-lhe as partes e que chupada, não demorou muito para que Izzy também gozasse.
Ficaram suspirando em silêncio por um tempo até começarem tudo de novo e de novo, fazendo pequenas pausas para se hidratar, o que se repetiu por horas, até que próximo as 19 horas perceberam que passaram o dia sem almoçar e estavam com bastante fome.
A chuva a muito havia cessado, então decidiram sair para jantar, tomaram banho se arrumaram e sairam para um restaurante, beberam vinho e comeram parrilha, dançaram uma bachata lenta e no fim da noite e cada uma foi para o seu lado.
Na manhã seguinte, Izzy voltou para o Brasil com ótimas lembranças, meio melancólica por desejar uma vida de companherismo com a moça apesar de nunca te-la conhecido bem, sabendo que aquilo deve ter sido apenas, mais um momento compatilhado com a moça, que aparece por acaso, de vez enquando, em sua vida.
No inicio dessa "relação" estranha, Izzy tentou se aproximar e conhece-la melhor, mas a moça nunca fez questão, quando trocavam mensagens a moça demorava meses para responder, isso quando respondia.
A moça nunca lhe deu esperança, na primeira despedida entre as duas a moça havia sido bem clara que não responderia mensagens e ainda nutria sentimentos e esperança de voltar com a ex dela.
Na época Izzy não se importou muito com isso ela também tinha passado por um termino recente e apesar de não querer ela tinha sentimentos conflituosos sobre a própria ex.
Quando a Izzy superou o término, ela já tinha conhecido outras garotas e vivido aventuras amorosas divertidas, porém, ainda tinha aquela moça na cabeça, sempre, nos raros momentos em que o destino as colocava frente a frente rolava algo, até que Izzy desistiu de tentar transformar "isso" em uma relação e aceitar como uma amizade colorida distante, isso no racional.
Já no emocional, Izzy sentia algo que ela não sabia nomear, não era paixão, porque não acabou com o tempo, não era amor porque elas nem se conheciam direito, mas ela nutria um carinho, respeito, admiração pelas qualidades e pelos defeitos que passou a conhecer sobre a moça e também havia desejo.
Quando a moça aparecia acompanhada em sua frente Izzy, sentia um pouco de ciúmes e fica um pouco triste, contudo, mantinha-se na dela, a final não havia relacionamento, não que Izzy esperasse pela moça ela também tinha compahias temporárias, que as vezes pareciam despertar ciúmes na moça, Izzy considerava isso um delírio de esperança, o racional de Izzy sabia que isso não poderia ser verdade, visto que a moça nunca expressara interesse em mudar essa situação.
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